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Lançamento da nova Radio Novela “Os Intxunáveis”

Published in Cultura
quinta, 05 julho 2018 13:55
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A Rádio Moçambique, a UNICEF e o PCI Media Impact, lançam próxima segunda-feira, em Maputo, a radionovela do Ouro Negro intitulada os inTXunáveis.

 

A radionovela os inTXunáveis retrata o dia-a-dia dos estudantes do “Instituto Politécnico O Futuro é Hoje” e habitantes do lar “Portem-se bem”, inserida na comunidade pesqueira de Nguva, um espaço ficcionado inspirado no distrito de Palma.

A radionovela vai para o ar em 116 estações radiofónicas do país, durante as próximos 6 anos.

A novela surge na sequência do desenvolvimento socioeconómico que traz novos desafios às comunidades. Neste contexto, é notório o esforço das campanhas de intervenção social com vista a mudança de comportamento especialmente nas áreas de saúde materna e infantil, nutrição, malaria, sexualidade, educação, equidade de gênero e casamentos prematuros.

O cenário da história – a vila Nguva

Nguva é um povo de pescadores, descendentes de um pescador e uma sereia, cujos mortos são oferecidos aos Deuses do Mar, onde se transformam em dugongos, animais agrados para os Nguvas.  Para o povo Nguva, cada dugongo representa um antepassado.

Nguva é uma sociedade matrilinear. A chefe local de Nguva é a Sereia Nguva, um imortal que, nas cerimónias se apresenta com uma indumentária feita com base na pele de peixe. O seu marido faleceu e transformou-se num Dugongo, o espírito Nguva.

Para os nativos de Nguva o maior desafio trazido pelo desenvolvimento consiste em ensinar a comunidade estudantil a interpretar os presságios dos Dugongos. Um dos ensinamentos já é acatado pelos pescadores de Nguva: pescar um Dugongo constitui crime duramente punível pela régula Nguva.

A vila de Nguva, um espaço inspirado no extremo norte do litoral de Moçambique, quase na fronteira com Tanzânia, constitui o palco onde jovens oríundos de vários pontos do país convivem no Instituto Politécnico “O Futuro é Hoje”. No local partilham não apenas a vida académica, mas igualmente o saber trazido das suas diferentes origens.

Com a descoberta do Gás na bacia do Rovuma, Nguva viu-se subitamente “assaltada” por cidadãos nacionais e estrageiros que procuram lucrar com este negócio. Muitas empresas surgiram, obrigando os nativos a posicionarem-se no sentido de aproveitarem todas as oportunidades, de modo a melhorarem as suas condições de vida. Os comerciantes locais vangloriam-se por terem multiplicado o número de clientes e consequentemente os seus lucros. As casas de Nguva, que na sua maioria eram de argila e capim ou zinco, começam a ser substituídas por casas de alvenaria ou de uma arquitectura melhorada.

Visando absorver mão de obra local para a sua empresa e aliando as suas necessidades às da comunidade, uma empresa de hidrocarbonetos apostou na construção, de raiz, de um instituto politécnico, o instituto politécnico “O Futuro é Hoje” (IPFH). Os alunos e professores, são oriundos de todo o país e foram distribuídos pelos três cursos principais: mecânica, agropecuária e enfermagem. Este último, em parceria com o ministério de saúde, que viu aqui uma excelente oportunidade para resolver o problema que se prende com a falta de técnicos de medicina nos postos de saúde no Norte do país.

A comissão instaladora do instituto politécnico “O Futuro é Hoje” teve que se debateu com as dificuldades da realidade local. O alvo do instituto, estudantes provenientes das zonas rurais, tem várias limitações, uma delas: os familiares não têm condições financeiras para pagar as propinas e propuseram pagamento em espécie, proposta recusada pelo director, mas posteriormente aceite devido a um abaixo assinado feito pelos pais, dirigido ao presidente.

Apesar dos choques sociais, os exames para o novo ano lectivo foram realizados com sucesso, e foram admitidos 180 estudantes, de entre os quais se destacam; Download, Balão, Dorival, Indira, Carla e Fifi, assim como cerca de 25 professores, dos quais alguns foram ganhando destaque e rapidamente atribuídos alcunhas pelos seus estudantes: o professor Dr. Pato Coaxa, o Professor Papa Nicolau, a professora Nota 10, e a directora Tampa.

Anexo ao instituto foi construído o lar Portem-se bém sob direção do Chefe Olímpio, que reside no internato junto com a sua família. Os alunos internos têm a obrigação de executar actividades, seja cozinhar, limpar, alimentar os animais, no entanto, alguns funcionários aproveitam-se da situação, colocando todas as tarefas nas mãos deles. Alguns são coniventes em pequenas infrações dos alunos, em troca de dinheiro ou produtos diversos que os internos trazem quando vão para casa no fim de semana (castanhas, amendoim torrado, etc).

Oriundos de vários pontos do país, os alunos trazem na sua bagagem os seus defeitos, hábitos culturais, vícios, manias, entre outros. Estas diferenças vêm criar harmonia e conflitos que serão, sem dúvida, uma batata quente nas mãos do Chefe Olímpio.

As personagens estão a ser interpretados por actores conceituados na praça e provenientes de diferentes grupos de teatro, nomeadamente: Tomás Bié (Espírito Nguva), Silvia Mendes (Sereia Nguva), Satar Muzaia (Chefe Olímpio), Jorge Vaz (Professor Papa Nicolau), Santana (Professor Pato Coaxa), Arlete Bombe, (Professora Nota 10), Esperança Naiene (Directora Tampa), e Isabel Jorge (Narração).

Os intxunáveis, os estudantes do instituto, são interpretados por Wilza Naiene (Carla), Salva Tomocene (Indira), Fifi (Yara Tembe), Dário Carimo (Download), Balão (Milton Mulaicho) e Dorival (Arménio Matavele).

A radionovela é escrita por Francilia Jonaze e Bert Sonnenschein, a produção está a cargo de Orlando Mesquita e Esperança Naiene, Abdil Juma e Arlete Bombe assinam pela Direcção de Actores. (RM)

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