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9 polícias enfrentam Justiça por massacre na África do Sul

Published in Mundo
sexta, 16 março 2018 09:05
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Nove polícias compareceram, esta quinta-feira, em tribunal na África do Sul pelo homicídio de três mineiros que precedeu, em 2012, a sangrenta repressão pela polícia de uma greve de trabalhadores da mina de Marikana, no norte do país.

Estes elementos das forças da ordem são os primeiros oficialmente perseguidos pela Justiça sul-africana no âmbito deste massacre que se saldou em 34 pessoas abatidas pela polícia.

O tiroteio, o pior desde o fim oficial do regime racista do Apartheid, em 1994, desencadeou uma violenta vaga de paragens do trabalho nas minas do país, fazendo cerca de 60 mortos.

Então membro do conselho de administração do grupo britânico Lonmin, proprietário da mina de platina de Marikana, o novo Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, foi acusado de ter feito pressão para que a polícia interviesse e pusesse fim à greve, mas acabou por ser ilibado por uma comissão de inquérito.

Os nove polícias ontem presentes perante um juiz são acusados de ter participado nos homicídios, alguns dias antes do massacre de 16 de Agosto de 2012, de três trabalhadores da mina, anunciou a "polícia das polícias" sul-africana (Ipid) em comunicado.

Todos foram colocados sob controlo judicial até à próxima audiência, marcada para Junho.

Dois mineiros foram mortos durante violentos confrontos com as forças da ordem, dois elementos das quais morreram também.

As vítimas não representavam "qualquer ameaça" para a polícia, afirmou ontem o procurador do ministério público.

O corpo sem vida de um terceiro mineiro foi encontrado dentro de um veículo da polícia.

Uma comissão de inquérito oficial atribuiu em 2015 a maior parte da responsabilidade do massacre de 16 de Agosto de 2012 à polícia.

Na sequência dos acontecimentos, a chefe da polícia, Riah Phiyega, foi suspensa pelo então Presidente sul-africano, Jacob Zuma, mas nenhum outro responsável das forças da ordem foi até agora julgado.

O Governo declarou-se disposto a indemnizar as famílias das vítimas mas, mais de cinco anos após os factos, nenhuma delas recebeu qualquer compensação.

No mês passado, Ramaphosa disse querer "curar as feridas" abertas pelo massacre.

"A comparência de ontem constitui um passo positivo que vai permitir às vítimas de Marikana e às suas famílias virarem a página", congratulou-se a dirigente da Amnistia Internacional para a África do Sul, Shenilla Mohamed.

"Esperamos que a justiça trabalhe depressa para pôr fim a quase seis anos de dor", acrescentou. (RM /NMinuto)

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