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Venezuela: Assinaturas contra ingerência com avisos a Trump

Published in Política
sábado, 09 fevereiro 2019 09:45
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Na praça Bolívar, no centro de Caracas, por estes dias é um fervilhar de gente, demonstrações de grupos militares, funcionários públicos, todas as organizações apoiantes do regime por ali passam gritando palavras de ordem por Nicolás Maduro.

 

Desde quarta-feira que começou a campanha "Eu assino pela Paz" que visa atingir o objectivo de chegar aos 10 milhões de assinaturas que serão depois entregues no escritório de Donald Trump, na Casa Branca.
Em todas as praças Bolívar (o Libertador, que no século XIX foi uma peça chave nas guerras da independência da América espanhola perante o império espanhol) de todas as cidades do país estão neste momento montadas bancas de recolha de assinaturas para se cumprir o objectivo traçado pelo regime.
As filas dão a volta à praça e cerca de meia dúzia de cadernos vão sendo assinados, perante a verificação dos números do cartão de identificação.
As motivações de toda aquela multidão é sempre a mesma: impedir a entrada de invasores estrangeiros no país.
Em apenas dois dias de recolha de assinaturas "pela paz", contra a entrada de ajuda humanitária no País, foram cumpridas quase dois milhões de assinaturas, segundo Luis Reyes, o presidente do Partido Ora, Organização Renovadora Autêntica, apoiante de Maduro, que espera sejam atingidos os 10 milhões no domingo.
Na fila, quase a chegar ao momento de assinar, Aléxis Malpica emociona-se quando lhe questionamos a razão de estar ali à espera para assinar: "Para defender a soberania do país, nós decidimos ser soberanos. Autodeterminação dos povos. Não queremos ingerência dos EUA. Queremos paz, amor, nós os venezuelanos somos pessoas muito amorosas, muito sociáveis. Então porque nos querem prejudicar? Pergunto eu ao império".
Já depois de fazer a sua assinatura, Laura Mendonza explica que está ali porque quer que os 'yankees' saibam que "o povo venezuelano é organizado".
"Sabemos que somos soberanos e livres e nada do que nos dizem, nem o grupo de Lima, nem os 'esquálidos' (oposição) nem os apátridas que se foram embora do país, nem os que roubam as nossas riquezas... Olha, Trump, uma mensagem: Tu és o Presidente dos EUA. Pelo mal não vais conseguir, porque nós os venezuelanos despertámos".
A mensagem revolucionária de Laura aponta para a não ingerência de povos estrangeiros, centrando-se no detentor do lugar na Casa Branca: "Trump, deixa-te estar tranquilo, somos um povo soberano, elegemos o nosso Presidente. Eu votei por Nicolás Maduro e não por Guaidó. Que dormiu uma noite, acordou e disse 'eu sou Presidente da Venezuela'. Isso é uma maravilha, porque o interesse é só teu e dos ricos. Mas não conseguirão, porque este povo despertou. Nós vamos lutar".
Maria Gutierrez apareceu de repente, viu o microfone da Agência Lusa e impôs-se: "Eu quero falar".
A mensagem que queria transmitir é igual às outras. Que estava ali para apoiar o Presidente Maduro, e fazer avisos a Trump, ao presidente de Espanha e ao da Colômbia mas também a a "todos esses países que estão a fazer ingerência na Venezuela".
Maria deixa claro que exerceu o seu voto a favor de Maduro e pediu: "Trump deixa o nosso país tranquilo. Deixa de 'tramar' o nosso país porque nós os venezuelanos só queremos paz e trabalho".
Empolga-se, levanta a voz em plena praça Bolívar, começam a juntar-se muitas pessoas à volta e gera-se quase um comício em torno da equipa de reportagem da Lusa com palavras de ordem: "Que viva Venezuela, que viva Chávez, que viva Maduro, somos revolucionários do nosso país Venezuela. Que viva toda a Venezuela".
A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de Janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.
Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.
Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.
A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.
A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de Janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.
Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados da ONU. (RM /NMinuto)

 

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