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Venezuela: Moscovo acusa EUA de criarem pretexto para intervenção militar

Published in Política
terça, 12 fevereiro 2019 19:22
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Moscovo acusou hoje Washington de procurar, com a proposta de resolução sobre a Venezuela que apresentou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), um pretexto para uma intervenção militar naquele país.

O documento dos Estados Unidos "procura, de facto, encobrir as provocações com o envio de ajuda humanitária como meio de desestabilizar a situação na Venezuela e até mesmo obter um pretexto para uma intervenção militar directa" no país, referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.
"Como compreenderá, o Conselho de Segurança jamais aprovará tal decisão", realçou Lavrov em conferência de imprensa, após uma reunião com o seu homólogo finlandês, Timo Soini, anunciando assim o veto da Rússia à proposta dos EUA.
Quanto à resolução sobre a Venezuela preparada pela Rússia, o chefe da diplomacia russa sublinhou que o documento pretende "apoiar o diálogo nacional" no país.
Sergei Lavrov indicou que em breve irá realizar uma reunião com a chefe da diplomacia europeia, a italiana Federica Mogherini, para abordar a crise venezuelana e também com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, através de uma conversa por telefone.
Tanto os EUA como a Rússia são membros permanentes do Conselho de Segurança e ambos têm a capacidade de vetar a resolução da outra parte, de modo que nenhuma das propostas tem potencial para prosperar se ambas as potências não chegarem a um acordo prévio.
A oposição venezuelana manifesta-se hoje em Caracas na sequência do pedido do autoproclamado Presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, para manter a pressão sobre os militares para que estes permitam a entrada de ajuda humanitária no país.
A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de Janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.
Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.
Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos. (RM /NMinuto)

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