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Acidentes de viação: Moçambique discute sistema integrado de emergência médica

As autoridades moçambicanas estão a considerar a implementação faseada dum sistema integrado de emergência médica para responder as situações de acidentes rodoviários, como uma das saídas para reduzir os altos índices de mortalidade nas estradas do país, traduzidos em milhares de vítimas todos os anos.

A medida foi tónica dominante do primeiro de uma série de encontros visando criar, no país, uma unidade de intervenção rápida em caso de acidentes de viação, a semelhança do que acontece noutros países da região.

Para o efeito, quadros do Ministério de Transportes e Comunicações (MTC), da Saúde (MISAU), da Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) e outros parceiros estiveram reunidos hoje, em Maputo, para reflectir sobre a matéria da sinistralidade rodoviária, considerada a quinta maior causa de morte no país.

Taibo Issufo, director-geral do Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATTER), afirmou que as estatísticas apontam para três mortes por dia, 20 por semana e cerca de 90 por mês e os prejuízos materiais causados pelos acidentes estão na ordem dos 90 milhões de dólares americanos.

Os prejuízos desses acidentes, segundo Issufo, são directamente suportados pelas empresas, pelo Estado moçambicano e as famílias onde as maiores vítimas são as crianças.

“As crianças para além de serem mortas ou mutiladas sofrem duplamente desta situação ao perderem os seus pais, tornando-se desamparadas, órfãs e, por isso, desprovidas do carinho e protecção que elas merecem para o seu crescimento saudável”, disse Issufo.

Apesar de os acidentes estarem a conhecer uma redução, a avaliar pelo número de casos registados no primeiro trimestre de 2011 em todo o país (3.461 casos), contra 4.547 em igual período em 2010, o INATTER considera ainda alta a actual taxa e defende a adopção célere de medidas para a sua redução.

Segundo a fonte, Maputo cidade e província, Inhambane (região sul) e Sofala, no centro, são as regiões do país que lideram a escala em termos de sinistralidade, cuja perigosidade é maior na faixa etária dos 18 aos 52 anos e os homens como as maiores vítimas.

Perante o cenário, as Nações Unidas definiram, em 2009, na cidade de Moscovo, Rússia, o período 2011/20 como “Década de Acção para Segurança Rodoviária” e entre os vários pilares que deverão sustentar, um deles consiste na criação de mecanismos para se poder dar resposta pós-acidente.

A resposta pós-acidente consistirá na criação de um serviço de urgência hospitalar único e integrado que deverá incorporar áreas entre os vários serviços acesso fácil aos meios complementares de diagnóstico e também um bloco operatório se existir equipa cirúrgica.

Segundo Otília Neves, médica na Direcção Nacional de Assistência Médica na Área de Emergência, disse que no pacote de medidas para o sucesso da resposta pós-acidente figuram acções como a reabilitação física dos hospitais, capacitação técnica e treino dos profissionais para o contexto de urgência e emergência nos hospitais de Maputo, que será a fase piloto.

O processo deverá contar com uma central de coordenação de doentes de emergência, como ponto de contacto para a adequada referenciação de doentes e para o transporte secundário, bem como à intervenção extra-hospitalar em coordenação com outras entidades de socorro.

(RM/AIM)

 

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