O governo sul-africano reitera os apelos para um cessar-fogo no território palestiniano de Gaza e para a libertação de todos os reféns.
Na sua reunião semanal, este assunto esteve no topo da agenda até porque Pretória submeteu, recentemente, um pedido urgente ao Tribunal Internacional de Justiça a solicitar a adopção de medidas adicionais para barrar a fome generalizada, na Faixa de Gaza.
Desde o ano passado, a África do Sul move, no Tribunal Internacional de Justiça, um processo contra Israel pelo suposto crime de genocídio na guerra contra o Hamas
A ministra na Presidência, Khumbudzo Ntshavheni, disse que o executivo sul-africano continua a defender o fim das hostilidades e a abertura de corredores para a ajuda humanitária.
“As populações de Gaza e Rafah continuam a ser mortas pelo governo de Israel, que recusa a entrada de ajuda humanitária para estas regiões. Como governo da África do Sul o nosso apelo é que haja uma cessação imediata das hostilidades naquelas zonas, para permitir que a ajuda chegue aos necessitados. A nossa prioridade não e fechar embaixadas, a nossa prioridade é que as populações de Gaza tenham paz e as populações de Rafha estejam seguras. As populações destas regiões devem ter acesso a comida e cuidados de saúde”, disse.
Noutros desenvolvimentos, ainda na África do sul, a Ministra Ntshaveni assegurou que o governo não discutiu a carta da Aliança Democratica na qual solicita observação eleitoral de países como os Estados Unidos, França, Alemanha, Canadá, Itália, Japão, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e União Europeia.
“Não havia razão para discutir a carta da Aliança Democrática porque não permitimos o enfraquecimento da soberania da África do Sul. Convidar os países que não têm uma democracia participativa, a um nível como o nosso; a ter países que não têm mecanismos de participação de observadores e a ter países que já negam aos seus próprios cidadãos o direito de voto, como vocês sabem há estados norte-americanos que restringiram os direitos de voto de certas pessoas. Portanto convidar estes países para virem observar as nossas eleições? isso não vai acontecer! A África do Sul é um país soberano, temos nossas próprias regras e nossos próprios mecanismos de observação”, frisou.
Kumbudzo Ntshaveni acrescentou que o Governo apreciou, também, a adopção, pela Assembleia da União Africana, de protocolos e decisões importantes que afectam a Zona de Comércio Livre Continetal Africana.(RM Pretória)
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