O Ministério da Defesa Nacional desmente alegações segundo as quais, as Forças de Defesa e Segurança protagonizam actos de tortura e violação dos direitos humanos, no teatro das operações de combate ao terrorismo, em Cabo Delgado.
A reacção surge na sequência de um comunicado publicado, ontem, pela Amnistia Internacional instando o Governo moçambicano a investigar de forma independente e imparcial os alegados crimes.
A Amnistia Internacional faz o apelo ao Executivo moçambicano, na sequência de imagens apresentando alegados membros das Forças da Defesa e Segurança em acções de tortura a cidadãos civis.
O porta-voz do Ministério da Defesa Nacional, o coronel Omar Nala Saranga, defende que esta acção pode ter sido perpetrada pelos terroristas tendo em conta a sua táctica de se fazer passar por membros das Forças de Defesa e Segurança.
“O comunicado faz uma abordagem baseada em vídeos e fotografias sem ter em conta a natureza da propaganda dissimulada e reducionista do grupo terrorista que acua em Cabo Delgado, que visa denegrir a imagem das Forças de Defesa e Segurança no cumprimento da sua destinação constitucional e atribuições em situações de guerra, as torturas, as tentativas de decapitação e outros maus tratos referidos no comunicado como praticado por elementos que envergam o uniforme do exército e da unida de intervenção rápida, não devem ser vistos com uma certeza definitiva, tendo em consideração que uma das tácticas usadas pelos terroristas nas suas macabras incursões contar a população, é fazerem-se passar por elementos das Forças de Defesa e Segurança numa tentativa velada de confundir a opinião pública nacional e internacional ” disse.
O coronel Omar Nala Saranga chama atenção para o poder de manipulação dos terroristas através do uso das tecnologias de informação e comunicação. ( RM)
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